O FILHO DA ESPERANÇA - 07.03.2009

O torcedor nasceu nos anos 70 . Tem uns 38,39. Os cabelos grisalhos surgindo pelas costeletas denunciam a idade dele. Está nas Cadeiras de São Januário e descreve numa exatidão de Canal 100: “Geovani driblava tanto e tão bem, que voltava e driblava o marcador de novo.”
O vascaíno quarentão – entrevistado pelo globoesporte.com exaltava o melhor meia do Vasco em todos os tempos. Geovani. Em tempos de Série B, saber que o filho dele joga parecido é uma redenção. Andrei, de 16 anos, acaba de assinar contrato profissional com o clube que o pai defendeu fazendo da camisa 8 um estandarte.
Andrei parece glacial. O pai era assim. O Maracanã com 120 mil pessoas e ele fintando, gingando sobre Andrade, Adílio, Zico, Delei, Arturzinho, Mário, Tita, Mendonça, os maiores criativos da geração TVE. Geovani tirou a carranca da história lusitana. Nos seus pés havia samba.
Andrei deve saber da responsabilidade. Precisa só um pouquinho do talento do pai.
Das maiores alegrias de minha geração.



