GERAÇÃO PRISCILA - 11.03.2009

Um colega quase me mata quando eu lhe disse o óbvio, após não lhe responder o que me foi perguntado. Ele queria saber quando acabava a 9ª edição do Big Brother Brasil. Sem ter a informação, disse-lhe que o interesse(comum, confesso), era saber quando a morena Priscila sairia nua em alguma revista masculina. “Eu não agüento esse Big Brother”, esbravejou, com a veia politicamente correta dos esclarecidos.
Priscila, o Brasil inteiro sabe, é uma índia estilo gostosona. É jornalista, talvez de cultura, só que o universo masculino com tv por assinatura vasculha seus passos como um pelotão voyeur. É provocante, insinuante, soube até que fez um ensaio “sensual”, chamado “mochileiras”, em que aparece em poses venenosas à beira de uma estrada pantaneira. Um safado chegou a dizer que a candura era uma atriz pornô, o que certamente a fará representá-lo judicialmente.
Conferi o vídeo do suposto filme e a menina não tem nada a ver com “A Pri”. Pri é muito melhor, carnuda, bunduda, sarada, olhos perfurantes. Calada então, seria perfeita.
O Big Brother é uma convenção de inúteis, mas dá audiência porque do lado de cá da tela tem outra multidão de desocupados. Não nego, eu assisto, quando chego para o almoço ou perto de dormir. O canal 156 da SKY está permanentemente ligado nas decisões importantes da casa onde trair é o verbo conjugado por todos os participantes.
Priscila teve um caso com um rapaz que já saiu eliminado. Ela não sabe, mas representa um tipo de mulher cada vez mais frequente. E "correta" acima da média.
Captei uma frase lapidar, dita por ela a uma colega de confinamento: “Fulano(o cara), não me respeitava. Ele, um pobre, não queria nada sério comigo. Já namorei cara rico que me apresentava como “minha mulher”.”
Pri estava revoltada coitadinha, ajeitando o minúsculo biquíni enquanto conversava na piscina. A hora do almoço é boa porque coincide com a discussão intelectual da piscina, quando as beldades disputam quem usa a tanga menor.
Priscila é a Leila Diniz ao avesso. A emancipação ao contrário. Merece uma estátua, uma passeata e um manifesto das vadias de todo o país. Simboliza uma classe em expansão permanente.
Aqui pra nós, eu quero mesmo é a revista com ela nua.



