"Quem perdoa o mal, é pior."(eu).
Fuja do lugar-comum!
O lugar-comum, também conhecido como chavão ou clichê, é a frase, construção ou combinação de palavras que se torna desgastada pela repetição excessiva e perde a força original. Deve ser evitado, pois transmite a quem lê uma ideia de texto superado, envelhecido e, o que é pior, sem imaginação. Nem sempre, porém, o lugar-comum tem origem remota: há casos de clichês recentes, difundidos principalmente pela televisão e adotados por quem escreve.
Entre os chavões mais frequentes, estão as locuções e combinações invariáveis de palavras (sempre as mesmas, na mesma ordem) que também comprometem o texto. É o caso das frases feitas que, embora originárias da linguagem popular (dar a volta por cima, por exemplo), terminam por se repetir à exaustão, produzindo o mesmo efeito do lugar-comum. Leia o trecho abaixo – os termos em destaque se enquadram entre os clichês – e veja se já ouviu ou escreveu algo parecido. Será mera coincidência?
Para abrir com chave de ouro este texto e evitar uma amarga decepção, é melhor acertar os ponteiros, pois quem está a fim de agradar a gregos e troianos tem de atingir em cheio o objetivo e aceitar as críticas construtivas. Até porque, mais do que nunca, hoje em dia, não se pode ter a doce esperança de cantar vitória antes da hora. Afinal de contas, no apagar das luzes, há alguém que quer correr por fora. Não é por se tratar de um assunto que dispensa apresentações, conhecido do Oiapoque ao Chuí, que vamos entregar de mão beijada. Tudo bem que não vamos guardar a sete chaves, mas não se pode deixar a desejar.
Depois de um longo e tenebroso inverno, é melhor ficar em ponto de bala e seguir de vento em popa, pois, na hora da verdade, quem não está inserido no contexto não vai encontrar seu lugar ao sol. Mesmo que seja uma lenda viva, seu leque de opções não se abrirá e, então, quem nasceu para brilhar vai perder o bonde da história. Sem poder de fogo não dá para pôr a casa em ordem. Assim, é preciso pôr a mão na massa e pôr as barbas de molho, além de pôr as cartas na mesa, é claro. O sucesso, propriamente dito, não vem para quem foge da raia.
Portanto, é melhor bater em retirada, pois não se sabe se tudo vai cair como uma luva ou cair como uma bomba. O importante é que possamos chegar a um denominador comum, mesmo que seja com a rapidez de um raio, para colocar um ponto final. É hora de contabilizar as perdas. Não dá mais para dirimir dúvidas, mas não se deve dizer cobras e lagartos. É melhor encerrar com chave de ouro e em sã consciência.